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A Ficção Científica Que Virou Realidade – Parte 1

28 de março de 2012

Cultura, SciTech

Algumas coisas precisam ser vistas para que possamos acreditar nelas. Outras, se não acreditarmos antes de vê-las, jamais chegarão a existir.

É com esse pensamento que inicio esta coluna, e esta série de artigos, onde pretendo falar de um tema que sempre me intrigou… Até que ponto os autores de ficção científica, com sua incrível criatividade, influenciaram os cientistas e inventores na criação do que temos e utilizamos de aparatos tecnológicos hoje? Indo até um pouco mais longe, de que forma os mundos criados por autores como Isaac Asimov, George Orwell, Arthur Clarke e Júlio Verne (entre outros) influenciaram e moldaram a forma como nossa sociedade vive, se desenvolve e interage?

A criatividade é assunto em voga, inovação é o tema da moda em qualquer grande corporação. Não há uma área onde estes dois assuntos não sejam abordados, com maior ou menor peso, por empresas e profissionais. Fala-se muito de criar novas formas de vender, novos produtos, novas dinâmicas de atendimento, novos serviços… Mas talvez o cerne de toda a questão da inovação esteja em entender como surgiram as idéias que são consideradas as grandes revoluções da nossa era. Uma análise criteriosa do passado talvez nos permita ver com mais clareza o futuro, ou até mesmo nos permita sonhar mais alto (eu mesmo sonho com o dia em que seja possível o teletransporte!).

Pensemos por exemplo, na Nautilus, a embarcação que o aventureiro Capitão Nemo usava para cruzar os oceanos no livro “20.000 Léguas Submarinas”. Júlio Verne, o autor que para muitos é considerado o pai da ficção científica, criou a sua visão dessa máquina fantástica em 1870. Estamos falando de um submarino de 230 pés, movido à eletricidade gerada utilizando o sódio do mar, com cômodos grandes e confortáveis. A fantástica embarcação possuía até biblioteca!

E o que dizer de nossos celulares e smartphones então? Mais do que aparatos tecnológicos, hoje a tecnologia móvel estendeu fronteiras, derrubou barreiras e colocou abaixo algumas limitações que, se pensarmos com cuidado, há pouco mais de dez anos não seriam sequer imaginadas. Nosso uso de tecnologia móvel hoje já pode ser descrito como uma mudança de paradigma social e comportamental. O inventor do telefone celular (Martin Cooper) disse, com todas as letras, que foram os aparelhos com “flip” utilizados pelo capitão James T. Kirk e sua tripulação, da série “Star Trek”, que o influenciaram a pensar e moldar sua invenção enquanto ele trabalhava na Motorola. E em 1973 ele conseguiu chegar até onde nenhum outro homem havia ido, e fez a primeira ligação de um dispositivo móvel da história. (Uma curiosidade é que a pessoa que ele escolheu para ligar foi seu concorrente, o pesquisador Joel Engel, seu rival no desenvolvimento desta tecnologia, que trabalhava na Bell Labs. Ah! O comportamento humano).

E temos outros exemplos excelentes, como Isaac Asimov e os robôs (até mesmo o termo “robótica” foi criação dele), podemos voltar para Júlio Verne e falar da viagem espacial, ou pensar sobre Arthur Clarke e seus livros sobre viagens humanas no espaço com o mesmo tema.

Temos autores prevendo comportamentos sociais, como na obra “Fahrenheit 451” (1951), em que Ray Bradbury previu uma sociedade dominada pela televisão, ou podemos visitar o aterrorizante futuro de Aldous Huxley, que em “Admirável Mundo Novo” (1931) pensou numa sociedade com seu comportamento vigiado pelo governo, em reprodução assistida (controlada na verdade) e em medicações para controle de comportamento, ansiedade e do sono.

Após todos estes exemplos, na próxima vez em que você utilizar seu telefone, assistir televisão, acessar a internet ou mesmo tomar um remédio, deixo a sugestão: imaginar qual a origem do dispositivo, do comportamento ou da tecnologia que você está consumindo. Somente uma visão crítica sobre o conhecimento acumulado do passado vai nos permitir sonhos maiores para o futuro. Será que aquela grande idéia para abrir seu próprio negócio, para mudar sua vida pessoal ou para alavancar sua carreira em sua empresa, já não está em algum livro ou vídeo por aí, esperando que você a encontre?

Finalizo este prólogo adiantando que, nos próximos artigos, vou explorar o que eu considero os autores mais interessantes (muitos dos que citei aqui) e as obras e “invenções” que mais me impressionam, mas já aviso que, se eu fosse falar de todos os visionários que a ficção científica deu origem, eu precisaria fazer um estudo enorme sobre “futurologia”.

Beijos e abraços a todos, até a próxima!

Imagens: Wikimedia Commons e Open Library.

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About Guilherme Paes

Arquiteto de soluções, analista de sistemas, poeta, músico, artista marcial, entusiasta de tecnologia, apaixonado por esportes de aventura… Duas faculdades, uma pós e algumas especializações… Viajante inveterado… Enfim, um cara que vive a mil por hora e dorme bem pouco…

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10 Responses to “A Ficção Científica Que Virou Realidade – Parte 1”

  1. Ju Says:
    Teletransporte mode on ;-)
    Beijos

    Reply

    • Guilherme Paes Says:
      Sonho de consumo o teletransporte…
      Já pensou ? Acordar 5 minutos antes de ir pro trabalho… se bem que ia ser uma loucura de gente indo pro trabalho de pijamas e sem escovar os dentes…

      Reply

  2. Ju Says:
    Hahahaha
    Ia mesmo, gente chegando pelada nos lugares e depois sumindo de volta, gente aparecendo em horas impróprias, todo mundo fugindo sem contratempos…
    Pensando bem ia ser um caos !!!
    Melhor investir no aéreo-trem :b

    Reply

  3. Edu Dutra Says:
    Fala Gui. Acho que já conversamos sobre isso. Toda vez que penso em teletransporte eu lembro do filme A Mosca e fico com medo.

    Abraços.

    Edu Dutra

    Reply

  4. ROBERTO DIAS ALVARES Says:
    SOU FÃ CONFESSO DE JULIO VERNE E SUA OBRA, A PONTO DE SER CLASSIFICADO COMO UM VERNIANO. TRATA-SE DE U. AUTOR VISIONÁRIO QUE ANTECIPOU NAO SÓ O SUBMARINO, MAS A VIAGEM Á LUA, O DIRIGÍVEL, O HELICÓPTERO, E ATE UMA MÁQUINA QUE O HOMEM NAO CONSEGUIU AINDA INVENTAR : TRATA-SE DO ASSOMBRO, VEICULO QUE ERA AO MESMO TEMPO, AUTOMÓVEL, AVIÃO, BARCO E SUBMARINO.
    PARA QUEM GOSTA DAS ORAS DE JULIO VERNE OU TEM INTERESSE, SUGIRO O BLOG JVERNE, ONDE INCLUSIVE EXISTEM DUAS ADAPTAÇÕES MINHAS DA OBRA DO MESTRE DA FICÇÃO. SAO ELAS 20000 LEGUAS SUBMARINAS E A ILHA MISTERIOSA QUE FORAM TRANSFORMADAS EM VERSOS. A LEITURA FICOU MAIS GOSTOSA E MAIS DINÂMICA, SEM PERDER A ESSÊNCIA E O ENREDO. VALE A PENA.

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