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A Ficção Científica Que Virou Realidade – Parte 2

6 de abril de 2012

Cultura, SciTech

Após a primeira parte desta série, onde falamos sobre a criatividade e imaginação dos autores de ficção científica, neste artigo vou discutir dois desses autores que são os meus prediletos, e duas propostas feitas por eles que se tornaram realidade tempos depois que sua visão criativa permitiu-os sonhar com isso.

Abordarei a “viagem ao espaço” e a “comunicação via satélite”. E falaremos de Júlio Verne (sempre ele), e Arthur Clarke, este último, apesar de ser mais recente que o primeiro, é considerado o maior autor de ficção científica de todos os tempos.

Viajando ao espaço, chegando aonde nenhum homem jamais foi

Muito antes da corrida espacial que levou Yuri Gagarin a pronunciar a célebre frase “A Terra é Azul”, ou de Neil Armstrong anunciar seu script – “Um pequeno passo para um homem, mas um grande passo para a humanidade” – ao pisar na Lua, alguns célebres autores de ficção já imaginavam como seria possível ao homem romper com a barreira de nossa atmosfera para sair deste entediante planeta. Como poderíamos ganhar as estrelas? (ou pelo menos a Lua?).

Na verdade, muito antes de Santos Dumont decolar o 14-bis, nas publicações de ficção científica o homem já pisava na lua. Júlio Verne publicou seu célebre livro “Da Terra à Lua” em 1865. O livro conta a história de como três homens conseguem construir um grande canhão capaz de lançar uma espaçonave em formato de projétil até o satélite natural de nosso planeta.

O que fez este livro destacar-se no gênero,  foi que Júlio Verne fez algumas tentativas primitivas de calcular quais seriam os requisitos para que este canhão fosse construído, seu tamanho e a velocidade do projétil. Se levarmos em consideração que não havia qualquer tipo de pesquisa abordando o tema (ou mesmo dados que suportassem os cálculos) na época, Verne consegue se aproximar (e muito) da realidade necessária para que isso se concretizasse.

Obviamente que foi provado depois que o feito não era possível. O canhão a ser construído deveria ser muito longo, e não fosse isso, a aceleração necessária ao projétil para conseguir atingir a velocidade para romper a atmosfera submeteria os astronautas a uma força gravitacional de 22.000 G (UAU!). Ainda assim, o cientista (Konstantin Tsiolkovsky, em 1903) que publicou um artigo inviabilizando a teoria do inventivo escritor, ficou inspirado pela pesquisa realizada para refutar os argumentos de Júlio Verne, que desenvolveu a teoria do “vôo espacial”, vindo a ser depois, toda a base da ciência de desenvolvimento dos foguetes como os conhecemos hoje.

Arthur Clarke, os satélites e uma proposta séria ao invés de um livro de ficção

Sir Arthur C. Clarke foi um autor ímpar. Um verdadeiro visionário. Além de livros de ficção científica fantásticos, como “The Sentinel” (que deu origem ao filme “2001: Uma Odisséia no espaço“), “O Fim da Infância” e “Encontro com Rama“, foi um notório idealizador de tecnologia. Não um cientista propriamente dito, mas um pensador, um especialista na ciência da futurologia. Um homem acostumado a pensar as coisas como elas poderiam ser, e não como eram.

Sua maior contribuição, sem dúvida alguma, não veio de um livro, mas de um artigo intitulado “Can Rocket Stations Give Worldwide Radio Coverage?”, publicado na revista Wireless World, em 1945. Neste artigo, Clarke propôs a idéia do Satélite Geostacionário como o conhecemos hoje. Uma antena de retransmissão de sinal de rádio presa sobre um ponto fixo, orbitando o planeta.

Na época de sua publicação, o artigo de Clarke não foi levado à sério. E exatamente 20 anos depois, era lançado o Early Bird, o primeiro satélite geoestacionário comercial de comunicação.

Se pensarmos nas implicações das idéias surgidas da criatividade de pessoas como Verne e Clarke, fica óbvio perceber o tamanho do impacto e das mudanças provocadas em toda a forma como a humanidade se desenvolveu e as direções que tomamos como civilização após isso… Pensem no que nos permitiu a combinação da viagem espacial com o satélite geoestacionário… Pensem na internet… Pois é!

Mas existem influências mais sutis, menos óbvias como as citadas acima, e vou falar um pouco delas no próximo artigo da série.

Beijos e abraços a todos, até a próxima!

Imagens: Russia TV and Radio, Wikimedia Commons, Open Library e The Dunedin School.

Leia também: A Ficção Científica Que Virou Realidade – Parte 1

 

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About Guilherme Paes

Arquiteto de soluções, analista de sistemas, poeta, músico, artista marcial, entusiasta de tecnologia, apaixonado por esportes de aventura… Duas faculdades, uma pós e algumas especializações… Viajante inveterado… Enfim, um cara que vive a mil por hora e dorme bem pouco…

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5 Responses to “A Ficção Científica Que Virou Realidade – Parte 2”

  1. Edu Dutra Says:
    Acho muito legal pensar como uma visão cheia de paixão pode mudar o mundo. Estes caras pensaram em coisas que no seu tempo eram irrealizáveis. Mas a sua paixão, com certeza inspirou outros homens a realizar as suas visões. De uma certa maneira eles foram muito além de prever o futuro. Eles o escreveram.
    E pra você, hoje, quem são estes caras que estão nesta vanguarda, ditando como o mundo será daqui a quem sabe, 30, 50, 100 anos?

    Abraço.

    Edu

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    • Guilherme Paes Says:
      Poxa Edu, pergunta complexa…
      Mas olha só, acho que estudos que relacionam física quântica e espiritualidade, e tentam utilizar a física para explicar fenômenos menos materiais, daí sairão os caras que serão os próximos “futurologistas”…
      Tente ler a obra de Amit Goswami…

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  2. Taylan Branco Meurer Says:
    Os autores da parte II são realmente fodas, suas obras são magníficas, mas dizer que Arthur Charles Clark é o da Scifi, nãoo, daí é exagero. Antes dele vem Asimov (MONSTRO), Orson S Card e David Brin.

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    • Taylan Branco Meurer Says:
      oPS, falha de dedo em alguns pontos. …é o maior da …

      …Mas tudo é apenas uma brincadeira, seu texto é muito bom, parabéns.

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  3. Watch TV Online, Says:
    Hi friends, fastidious post and fastidious arguments commented here, I am actually enjoying by these.

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