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My Week With Marilyn

31 de maio de 2012

Cultura

“My Week With Marilyn” ou “Sete Dias com Marilyn” estreou nos cinemas nacionais na sexta, dia 27 de abril. Eis a história: A musa Marilyn Monroe (Michelle Williams) está em Londres pela primeira vez para filmar “O Príncipe Encantado”.


Colin Clark (Eddie Redmayne), o jovem e promissor assistente do prestigiado cineasta e ator Laurence Olivier (Kenneth Branagh), sonha apenas em se tornar um diretor de cinema, mas logo viverá um tórrido romance com a mulher mais sexy do mundo, Marilyn Monroe.

O que começa como uma aventura amorosa mudará a vida do ainda inocente Colin e revelará uma das várias facetas de um dos maiores mitos do século XX.

Fã-nática da musa, fiquei um pouco inquieta quando lançaram as primeiras imagens de Michelle Williams como Marilyn. Na minha mente fértil, a atriz-cantora da era de ouro de Hollywood não possuía ninguém à altura para interpretá-la nos dias de hoje, salvo Scarlet Johansson que possui lá algumas características físicas semelhantes. Mas o filme foi lançado, a publicidade massiva e o sucesso absoluto (dando até o Globo de Ouro 2012 de Melhor Atriz (Comédia ou Musical) para Michelle Williams).

Para fazer minhas considerações a seguir, tentei me despir ao máximo dos pré-conceitos. Como já disse, Marilyn mora no meu coração e é sempre difícil ver outra pessoa tentando personificar seu ídolo.

Logo no começo do filme, dá um aperto no coração. Fica um nó na garganta. Não sei se todo fã sentiu isso, mas eu senti. “O Príncipe Encantado” foi um dos primeiros filmes que vi da Marilyn. Também foi aquele que fez eu me apaixonar pela atriz. É um filme bobo, mas que eu amo. Amo tudo. As atuações, a historinha besta e o vestido branco – que fiz um idêntico para usar em algum ano novo do passado não tão distante. Enfim, deu para entender por que “My Week With Marilyn” era tão especial para mim, né?


Não entrarei no mérito da história. Como é baseada em um livro que eu não li, não sei até onde a adaptação foi fiel. Especialmente aqui, onde o livro é, supostamente, baseado em fatos reais. Os únicos que sabem o que realmente aconteceu, não estão mais aqui para se defenderem.

Tudo que posso dizer é que o roteiro é bem amarrado e, apesar de entediante em alguns momentos, consegue segurar a atenção de quem assiste. Vale ressaltar que, na minha opinião de fã do cinema, esse filme não é para todos os públicos. Quem não conhece Marilyn Monroe, nunca assistiu seus filmes ou simplesmente não é familiarizado com os aspectos gerais da musa, não vai gostar de “My Week With Marilyn”. O filme não é uma biografia completa da vida da atriz, o que pode deixar muita gente perdida.


O elenco aqui me ganhou pelo talento. Até por que Kenneth Branagh não tem nada a ver com Sir Laurence Olivier, Eddie Redmayne não se parece em nada com o verdadeiro Colin Clark e Michelle Williams está longe de ser a Marilyn Monroe do século XXI – até por que, não acredito que existirá outra como ela! Mas todo mundo cumpre seu papel direitinho. Eddie, que me parece ser novato na área, segura bem o filme; Kenneth é um excelente ator e dispensa comentários e Michelle deu o seu melhor.

 

Ela é uma boa atriz à sua maneira e soube incorporar bem os trejeitos e maneirismo de Marilyn, dando credibilidade ao seu trabalho. Mas, admito, em alguns momentos eu NÃO conseguia enxergar a Marilyn Monroe, apenas uma atriz interpretando um personagem fictício. Eu achei as diferenças físicas muito gritantes. Não deu para enganar nesse quesito. Além de faltar todo o charme que só Marilyn tinha e sabia usar. Aquela falsa ingenuidade. Aquilo que a fazia tomar conta de tela. Foi realmente um salto de fé. Esse filme poderia destruir a carreira da Michelle Williams, que já se encontrava em ascensão plena.

Michelle Williams e Marilyn Monroe

Fica aqui o desejo de uma fã que gostaria de ver a vida da musa transformada em filme. E que Scarlet Johansson tenha a sua chance. Mas não tem jeito. Todas querem ser Marilyn, mas só existirá uma.

My Week With Marilyn (2011).
Diretor: Simon Curtis.
Duração: 99 minutos.

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About Hanna Liis-Baxter

Uma verdadeira rainha do drama. Vinte e poucos anos. Um pouco complexa. Marylin Monroe vibes. Personalidade Bette Davis + Mae West. Tão apaixonada por musicais quanto Judy Garland. Tão apaixonada por Givenchy quanto Audrey Hepburn. Jornalista no diploma, Escritora no coração e Diva da Era de Ouro de Hollywood na alma.

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