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The Girl With the Dragon Tattoo: Esse Remake Era Mesmo Necessário?

12 de abril de 2012

Cultura

Em janeiro saiu no mercado norte-americano o tão esperado remake de David Fincher. Mas, antes de você começar a se empolgar em sites de compras internacionais, sinto-me na obrigação de escrever as minhas impressões do filme.

A pergunta que não quer calar: por que fazer o remake de um filme excelente de 2009? Possíveis respostas: os americanos são preguiçosos e não gostam de ler legendas (fato) ou é o tal nacionalismo mesmo. O que é estranho, já que o ator principal é inglês. Mas abafa o caso. Deixarei para comentar sobre o filme sueco depois.

Já deixo avisado que não li esse livro. Não sei qual deles é o mais fiel à história de Stieg Larsson. Li apenas o segundo livro da trilogia (A Garota que Brincava com Fogo) e é daí que estou tirando minhas conclusões quanto aos personagens.

A história: Mikael Blomkvist, um jornalista caído em desgraça, vai investigar o desaparecimento da sobrinha de um rico patriarca que está desaparecida há 40 anos. Ele é ajudado pela “hacker” Lisbeth Salander. Enquanto trabalham juntos na investigação, descobrem que existe por trás do caso uma enorme corrupção, muito além do que poderiam ter imaginado.


Desde que anunciaram esse remake, estava relativamente ansiosa. Estava curiosa para saber como Daniel Craig sairia, pois achei que ele seria perfeito para o papel de Blomkvist. E foi. Já Rooney Mara me deixou com a pulga atrás da orelha. Até achava a moça promissora, mas ai começaram os preparativos e a moça cismou de encarnar uma rebelde sem causa. Ficou chata e blasé. Ela até que é uma boa atriz, é perfeita para os papéis bizarros. Pena que ela não tem o olhar “matador”, marca registrada de Lisbeth, o que deixou o filme ainda mais sem graça.

Também não entendi a tentativa de sotaque da Rooney. Deveria me fazer acreditar que você era sueca? Desculpa, não funcionou. Já o resto do elenco não fez muita diferença – claro que Christopher Plummer sempre fazendo um excelente trabalho!

Achei o filme chato e arrastado. Tinha horas que parecia um clipe. Cenas rápidas e desnecessárias com cortes secos. Horrível. Passei mais da metade do filme em fast forward (sabe quando você passa rápido para chegar logo na conclusão? Assim mesmo!). A resolução é diferente do filme sueco, talvez para criar mais suspense. Até que é interessante neste quesito. Merece seus devidos créditos. Mas, sem dúvida, o que mais me frustrou nesta versão foi a tentativa de humanizar Lisbeth Salander. Como assim? Toda essa atitude antissocial é o que torna a personagem tão única, tão interessante!

Não sei explicar qual o problema aqui - além da Lisbeth cor-de-rosa - mas o filme não supriu minhas expectativas. Frustração define.

Assistam ao trailer da versão americana.

The Girl With The Dragon Tattoo (2011).
Diretor: David Fincher.
Duração: 158 minutos.

 

The Girl With the Dragon Tattoo X Män som hatar kvinnor

A comparação é inevitável.


Para não confundir aqui, usarei o nome em inglês “The Girl With the Dragon Tattoo” para identificar o filme americano e “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” para o filme sueco. Parece que a tradução do nome original em sueco, “Män som hatar kvinnor”, é “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”. Sim, acredite se quiser, mas dessa vez nós, os brasileiros, quem traduzimos literalmente. “Män som hatar kvinnor” ou “Os Homens que Não Amavam as Mulheres”, é de 2009 e foi feito na Suécia.

Assisti a este filme por acaso. Estava de bobeira no cinema e, intrigada pelo pôster do filme, decidi me aventurar no desconhecido mundo do atual cinema europeu. Eu realmente não sabia o que esperar, até por que, ainda não estava familiarizada com os livros de Stieg Larsson. Felizmente, foi uma grata surpresa.

Mikael Blomkvist é interpretado pelo excelente Michael Nyqvist (até rima!) que faz um trabalho impecável. Além de ter uma química sensacional com Noomi Rapace, sua Lisbeth Salander. Essa daí é um caso à parte. Noomi não interpreta Lisbeth. Ela É Lisbeth. É bobagem tentar colocar outra atriz no papel. Lisbeth Salander não existe sem Noomi Rapace. Fato.

O filme conta praticamente a mesma história, mas de forma que prende o telespectador. Tem horas que dá um nó na sua cabeça, mas o final é convincente e tudo acaba se encaixando. Apesar de ser longo (tem 152 minutos), você nem sente o tempo passar. Ao contrário do seu primo americano.

Para quem assistiu “The Girl With the Dragon Tattoo” (A Garota com Tatuagem de Dragão) e gostou, recomendo com força “Män som hatar kvinnor” (Os Homens que Não Amavam as Mulheres).

O trailer da versão original sueca.

Män som hatar kvinnor (2009).
Diretor: Niels Arden Oplev.
Duração: 152 minutos

E vocês, já assistiram as duas versões? Qual gostaram mais? Deixe sua opinião nos comentários!

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About Hanna Liis-Baxter

Uma verdadeira rainha do drama. Vinte e poucos anos. Um pouco complexa. Marylin Monroe vibes. Personalidade Bette Davis + Mae West. Tão apaixonada por musicais quanto Judy Garland. Tão apaixonada por Givenchy quanto Audrey Hepburn. Jornalista no diploma, Escritora no coração e Diva da Era de Ouro de Hollywood na alma.

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One Response to “The Girl With the Dragon Tattoo: Esse Remake Era Mesmo Necessário?”

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