Dificuldades de aprendizagem na infância
12, Abr, 2008 | Publicado em PeopleWare | 15 Comentários | por Tereza Machado
Vou falar sobre um dos problemas que mais atemorizam pais e as próprias crianças: falta de aprendizagem escolar. Em primeiro lugar, vamos distencionar ao ler o artigo, relaxe os ombros, mexa cabeça, gire seu pescoço, pensa que é brincadeira? Falo muito sério. Pelos anos de experiência que vivi como Diretora Pedagógica Escolar e exercendo também a Psicopedagogia Institucional era o que mais me chamava a atenção a angústia, a tensão que as famílias encaravam as dificuldades educacionais de seus pequenos. Principalmente na época da alfabetização formal, vejo que não é somente a criança que se encontra em processo de alfabetização, toda a família se preocupa, se desgasta em acompanhar o filho, por vezes, trilhar o caminho da alfabetização que acaba se tornando, para alguns, o Caminho das Pedras.
Quando a criança vem cedo para a Escola, os profissionais da Educação têm mais tempo para detectar se a criança possui algum problema, seja do mais simples,por exemplo,visão ou audição até alguns mais complicados como a dislexia ou a temida Hiperatividade que tem várias causas,embora sejam crianças muito inteligentes, não têm a aprendizagem condizente com o grau de inteligência.
São casos e mais casos que abarrotam salas de Coordenadores Pedagógicos que encaminham estas crianças para Neurologistas, Oftalmologistas, Otorrinolaringologistas, Psicólogos, Psicopedagogos e Fonoaudiólogos.
Muitos pais vinham a minha procura nas Escolas por onde passei, ansiosos querendo saber o que poderiam fazer para ajudar seus filhos,sempre respondi: - SENDO PAIS! Criança em casa precisa de Família que a ajude a se organizar, ser cuidadosa com seu material, que lhe eduque, lhe coloque limites e lhe dê muito carinho. É essa a fórmula principal da Família que quer ajudar seu filho na escola, fazer com que ele aprenda a ser responsável, assíduo e pontual, que faça seus deveres de casa. Mas, pára por aí. O desgaste que observava em algumas famílias com crianças que tinham dificuldade de aprender era impressionante, muitos pais acham que os filhos têm preguiça de estudar, porque não entendem que hoje em dia o “estudar” que ele conheceu na escola MUDOU RADICALMENTE! Não dá para se ensinar uma criança para ONTEM, isto é passado.
Precisamos ensinar nossas crianças para um Futuro que desconhecemos como será. Temos algumas idéias de que tipo de Homem precisamos formar para ter sucesso no FUTURO: ser criativo, responsável, aprender a aprender sozinho, ter iniciativa, saber trabalhar em equipe, saber ouvir mais do que falar. Essas são algumas características que a maioria dos teóricos em Educação e Profissionais de Educação consideram como indispensáveis em qualquer sociedade do futuro.
A criança nasce potencialmente pronta para aprender. A falta de aprendizagem é SINTOMA de que algo não vai bem com esta criança. Pais, deixem a educação escolar para ser trabalhada pela Escola, procurem a Equipe Pedagógica para esclarecer qualquer dúvida. Se forem aconselhados a levar seu filho a um especialista, não demorem, qualquer atraso pode redundar em fazer essa criança perder um ano, repetir um ano. Já está provado que repetir um ano escolar derruba qualquer auto-estima infantil. Afinal quem gosta de ser REPROVADO em qualquer situação da vida até hoje, como adulto?
Ninguém melhora com reforço negativo. Saibam que um REFORÇO POSITIVO vale mais que vinte reforços negativos. Brigar com uma criança que tem dificuldade na aprendizagem é quase uma covardia, ela não é preguiçosa, o que o seu corpinho demonstra em se espreguiçar, abrir a boca, pedir para beber água ou ir ao banheiro é um pedido de SOCORRO, “alguém me entenda, por favor? Não estou entendendo nada!”.
Por isso, prezado leitor, é necessário que se escolha bem em que escola vai matricular seu filho, que Teoria de Aprendizagem a escola segue, se é tradicional, se é construtivista, sociointeracionista, montessoriana. Por vezes, a criança que tem problemas escolares numa determinada escola, basta mudar para outra que cessam todos os sintomas descritos acima.
Prezado leitor, se manifestar desejo em se aprofundar mais nesse assunto, é só escrever, eu farei a continuidade do tema.

1, Maio, 2008 às 12:19 am(#)
Olá!
1, Maio, 2008 às 6:16 pm(#)
Oi, Ludmilla
Obrigada pela leitura do artigo.
Grande abraço,
Tereza
2, Maio, 2008 às 11:24 am(#)
QUERIDA TEREZA TUDO O QUE ESCREVEU É A PURA VERDADE.
EU QUANDO TINHA 9 ANOS POR PERDER MEU PAI OS PROFESSORES IRIAM ME PASSAR DE ANO MAS MINHA MAE NÃO DEIXOU E FEZ QUESTÃO QUE EU REPETISSE AQUELA SÉRIE POIS ELA OBSERVOU QUE EU NADA TINHA APRENDIDO PELO FATO DA PERDA.
NA ÉPOCA FIQUEI COM RAIVA MAS HOJE EU ENTENDO QUE FOI UMA ATITUDE CORRETA DE MINHA MAE.
O ACONPANHAMENTO CARINHOSO DOS PAIS AJUDA MUITO OS FILHOS.
PENA QUE HOJE O ESTUDO NA REDE PUBLICA SEJA TÃO FRACO.
MUITAS DAS COISAS QUE HOJE SEI DEPOIS DE QUASE 25 ANOS LONJE DOS LIVROS ESCOLARES.,MEUS FILHOS NÃO SABEM.
2, Maio, 2008 às 2:49 pm(#)
Gostei do seu artigo e gostaria que se aprofundasse mais dando continuidade ao mesmo porque é de suma importância para os pais que realmente se preocupam com seus filhos e seu aprendizado escolar.
Abraço
Celina
2, Maio, 2008 às 10:59 pm(#)
Prezada Janaína
Fico feliz em sabê-la leitora de nossa revista, É um prazer. Você está certa, muitos amigos que leram este artigo vieram conversar comigo sobre a identidade que tiveram com o mesmo pois, como você, tiveram problemas na infância e tiveram o suporte carinhoso e amoroso de seus pais. O fato da família aceitar de forma positiva os limites de seus pequenos, os ajuda mais do que qualquer terapia a ser feita. Para cada caso uma abordagem pedagógica, mas com certeza, a base geral, que move o mundo e as pessoas, é o AMOR.
Um grande abraço, namastê,
Tereza
2, Maio, 2008 às 11:05 pm(#)
Querida Celina
Obrigada pela leitura do artigo e postagem do comentário.
Já estou com outro artigo pronto para a revista, sobre alfabetização, na mesma linha de raciocínio deste primeiro artigo.
Acredito que se os pais fossem melhor orientados pelas escolas de seus filhos, muitos problemas surgidos no processo de aprendizagem poderiam ser minimizados.
Trabalhei muitos anos como Diretora de Escola, na prática, vivenciei alguns mitos sobre o “como” a criança aprende, baseados em antigas crenças em educação, hoje não mais aceitas.
Acredito, firmemente, no poder da informação.
Grande abraço, namastê,
Tereza
22, Maio, 2008 às 8:30 pm(#)
Gostei muito do seu artigo, gostaria que desse continuidade ao assunto, muito me interessa, pois estou pesquisando sobre o assunto para minha monografia, se puder, gostaria que me indicasse autores que possam está ajudando na minha pesquisa.
Obrigada.
Um abraço.
18, Junho, 2008 às 3:04 pm(#)
Oi, querida Maria
Desculpe-me o atraso da resposta, fiquei envolvida com correções de provas e trabalhos. Mas creia não costumo atrasar respostas.
Para que possa me redimir dessa falta deixo o meu e-mail tereza@terezinhamachado.com para que possa responder com a lista de autores pedida por você. São muitos os autores que pesquisam essa temática.
Enquanto não resolvermos o problema das indicações, para lhe adiantar um pouco , indico que faça uma visita ao meu site sobre Educação, lá há diversos artigos, inclusive sobre o que me pediu: http://www.terezinhamachado.com
Grande abraço, namastê,
Tereza
19, Outubro, 2008 às 10:06 pm(#)
olá, queria que aprofunda-se mais sobre o assunto, eu tenho uma amiga, que tem uma filha com essa dificuldade, e queria muito poder ajudar ela… Gostaria que vc falasse mais sobre esse assunto, e se puder queria pedir para dá algumas dicas de como devo ensinar a ela, e fazer com que ela, goste de aprender mais e mais… abraçao
22, Outubro, 2008 às 3:51 pm(#)
Amiga, esses problemas são mais comuns do que imaginamos. Muitos têm origem na parte física quando o problema é visão, audição, motricidade ou locomoção. Mas há outros de origem mais sutis, como por exemplo, a questão emocional ou neurológica.
Nem sempre podemos assegurar a origem dos problemas, sem exames ou testes mais aprofundados, porque pode variar de um só foco como pode envolver mais de uma origem.
Nessas horas só mesmo o especialista para nos ajudar. Sou psicopedagoga, e como tal, sinto que de todas as especialidades, a psicopedagogia é a que se encontra no meio do caminho para auxiliar nas diversas origens dos problemas de aprendizagem. Mas ainda há psicólogos escolares, fonoaudiólogos e neurologistas infantis.
Há um artigo, já entregue a Administração da Revista, sobre Alfabetização que dá uma certa continuidade ao texto em pauta.
De qualquer forma, você pode me escrever e relatar o caso mais detalhadamente, o e-mail é tereza@terezinhamachado.com.
Não desanime, para tudo há uma solução.
Abraços, namastê,
Tereza
24, Outubro, 2008 às 1:53 pm(#)
Olá! adorei o seu artigo e, pra falar a verdade foi até um alívio lê-lo, pois hoje estava tentando ajudar minha filha de 4 anos na lição de casa e confesso, perdi a paciência, pois acho que ela tem muitas dificuldades, gostaria de saber qual é a idade que você acha ideal para começar a alfabetização?
24, Outubro, 2008 às 4:39 pm(#)
Oi, Lilian
Obrigada pelo elogio.
Fico feliz em poder compartilhar o pouco que sei com as pessoas em geral. Família com criança em idade escolar, na Educação Infantil, confesso é o meu fraco na área de Consultoria Educacional. Afinal dediquei minha vida ao Magistério e fui Diretora de Escola por mais de vinte anos, hoje leciono no Ensino Superior, além da Consultoria em Educação, elaboro Projetos Educacionais e Culturais para as Empresas.
Mas vamos ao que interessa, a alfabetização, na verdade, inicia quando o bebezinho começa suas trocas com o meio ambiente, ainda na barriga da mamãe, pois a aprendizagem nada mais é do que a troca entre pessoas de algum conhecimento. Ao nascer, o bebê por instinto agarra qualquer coisa que esteja ao alcance de suas mãozinhas. Se encostar em sua boca , novamente o instinto o fará sugar, que é um ato reflexo que lhe garantirá a sobrevivência pela amamentação.
Dessa forma, a criança quando entra na escola já traz uma “leitura do mundo”, segundo Paulo Freire, pois na verdade, segundo o mesmo autor, não existe “analfabeto oral”.
Estimular, aguçar a curiosidade, prover jogos, computador, passeios, idas a cinema, museus, leitura de revistas, jornais e livrinhos de história, tudo isso colabora para ampliar a bagagem cultural da criança. Trabalhar limites, valores, amor à natureza, compartilhando com ela a observação do ambiente que a cerca fará desta criança um vencedor! Acredite. Não precisa ensinar, seja mãe, seja companheira no máximo que puder. Verá que sua filha terá um desenvolvimento tranqüilo, feliz e produtivo. O maior “truque’ da família para ajudar seus pequenos na escola é lhes dar muito amor e afetividade para que possam ter auto-estima.
Obrigada pela confiança de pergunta tão importante.
Abraços,
Tereza Machado
24, Outubro, 2008 às 8:40 pm(#)
Obrigada!!!
8, Novembro, 2008 às 10:13 pm(#)
Adorei a matéria,e gostaria muito que tivesse continuide. Tenho uma filhinha de 6 anos, que segundo tem um atraso neutrologico. Se você puder fale mais sobre esse assunto também. Desde ja agradeço.
e mais uma vez parabéns pelo iniciativa…
17, Novembro, 2008 às 10:57 am(#)
Prezada Selma
Bem-vinda à nossa coluna. Seu pedido será brevemente atendido pela Revista.
Toda criança merece ser amparada e atendida afetiva, emocional e educacionalmente.
Procurar entender o que acontece com a criança que não tem a aprendizagem compatível com a sua idade cronológica é um desafio para todos nós, pais, professores e sociedade em geral.
Afinal, a educação é um direito de todos assegurada pela Constituição Federal. Portanto devemos cuidar também das crianças com qualquer tipo de dificuldade na aprendizagem.
Conte com o meu apoio no que puder ajudar.
Obrigada pelo comentário.
Abraços,
Tereza Machado